quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A (não) economia das lâmpadas LED

Fonte da imagem
As queridinhas das dicas para economizar são as lâmpadas LED, ainda mais considerando o atual preço da energia.
Mas nessas reportagens que vemos por aí, em geral, as comparações de gastos são feitas com a lâmpada incandescente e eu venho mostrar que se você já tem as lâmpadas econômicas (chamada no gráfico de CFL) talvez não seja um bom negócio trocar para a LED ( pelo menos, pelos próximos anos).

Na tabela acima, estão relacionados os consumos de cada modelo. Vamos usar como exemplo a incandescente de 100w e suas substitutas verdes.

Considerando o valor do Kwh R$ 0,72 (olhei na minha conta de luz ontem), vamos ver quantas horas de uso da lampada LED são necessários para chegar ao seu valor de R$ 30.

Com o 100 horas  de uso (aproximadamente # horas e 20 minutos por dia em um mês), a CFL gasta R$ 1,44 (0,020 x 100 x 0,72) e a LED 0,72 ( 0,010 x 100 x 0,72).

Assim, para a diferença (dinheiro economizado) chegar a R$ 30  é preciso 4166 horas.

E o que isso significa?
Que se você já tem as lâmpadas CFL (as branquinhas enroladinhas), deve considerar se realmente vale a pena fazer a troca agora quando as lampadas LED são novidade (mais ou menos), e com preços altos. Todos sabemos que em pouco tempo, o preço de uma nova tecnologia costuma baixar bastante.

Se você quiser começar a poupar daqui a um ano,  troque uma lâmpada que fica acesa mais de 11 horas por dia.

Quem sabe, vale a pena deixar para depois a substituição da lâmpada do corredor, ou da área de serviço, ou algum lugar que você fica pouco? Espere a atual queimar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Uma lista para se (re)apaixonar por Van Gogh

Vincent (sim, agora somos íntimos) é o perfeito antiheroi: talentoso, emotivo, inteligente, solitário, coração partido...
Sua biografia é uma coletânea de fracassos: como professor, missionário, pastor. Sua vida amorosa não prosperou muito. Sua situação financeira era miserável, precisando pedir dinheiro para o pão e para suas tintas.

Eu comecei a ler as cartas que ele escreveu para seu irmão e fiz essa listinha de coisas que nos deixam ainda mais claro o tamanho da genialidade de Vincent.

1. Livro Cartas a Théo

Coletânea de correspondências entre os irmãos. Cada edição tem uma quantidade diferente de cartas, assim ao escolher, dê atenção a isso. 
No livro dá para perceber a sensibilidade do artista, em trechos como:
" Em vez de me deixar levar pelo desespero, tomei o partido da melancolia ativa enquanto a tinha a potência de atividade, ou em outras palavras, preferi a melancolia que espera e que aspira e que busca, àquela que embota e, estagnada, desespera."
Vincent mostra que apesar de todos os seus infortúnios, não cedia à autocomiseração e era muito consciente e esclarecido sobre sua situação, expressando uma grande inteligência emocional.

Devo confessar que tenho um dilema ético com a publicação: eu me pergunto o quão inadequado é esse texto, já que não foi nem quem escrevem nem quem recebeu que levou os documentos para se tornar um livro. Um lado meu acha que pode ser antiético usar de invasão de privacidade como lazer e se deliciar com a leitura de correspondência intima de um homem torturado.



2. Vincent and the doctor
No episódio da série Doctor Who, o doutor-alienígena-viajante do tempo ajuda o pintor a se livrar de demônios e o leva para Paris da atualidade e visita uma exposição dos seus quadros.
É um episódio lindíssimo, com uma cenografia perfeita, delicado. não tem como não chorar.
Aqui, uma cena. Mas procurem o episódio inteiro no Google, que há nos sites de séries gratuitas e também no Netflix.



Ok, mais um:



3. A matematíca por trás de Starry Night

O famoso quadro reproduz um padrão da natureza que até hoje os cientistas não entendem e levanta a questão sobre o que é a loucura e o que é sanidade, já que o 'louco' entendeu e os 'sãos' não.



EXTRAS


Aqui uma chatice minha: não gosto quando o representam com uma orelha cortada. Esse fato ocorreu no fim da vida dele. Assim, boa parte da sua trajetória foi feita com as duas orelhas (ou ouvido externo, pelo que eu entendi da nova nomemclatura). Então acho um reducionismo que parece pretender ressaltar 'a loucura' de Vincent.

Pronúncia
Não me venha com 'vincentchi van gógui'. Clique aqui e escute o nome em Holandês.


Espero que vocês tenham gostado e que a arte toque um pouquinho o coração de vocês.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A insustentável leveza do ser - parte I



Há tempos eu estava curiosa com esse título, e finalmente agora dei uma chance a ele e foi surpreendente. De longe, o livro mais profundo que li em muito tempo.

Eu tive até o bizarro sentimento de não querer ler para não ser enxerida e me meter na vida dos outros, de tão complexos e reais que são os personagens.

Assim, teve diversas passagens que me marcaram e eu postarei, e como hoje com uma que depois de "Lisbon revisited" é o trecho literário que mais se alinha com minha filosofia pessoal.
Milan kundera
Trecho de Insustentável leveza do ser